E o Abril se foi...
E o abril se foi... Segundo dia de um diário que não teve dia para começar, que foi no meio da pandemia que não tem dia para terminar. Está difícil assistir televisão, ver noticiários, os números continuam alarmantes e eu estou com medo muito medo. Fechada em casa dá uma falsa sensação de segurança, mão não, o perigo bate na sua porta quando o carteiro chega, quando você recebe uma compra, quando o marido entra e não cumpre todos os protocolos que deveria fazer. O medo do que está acontecendo lá fora, as pessoas se expondo, aglomerando como se não houvesse amanhã, que talvez não tenha mesmo. Não sei quando vai terminar a quarentena mas ontem e hoje comprei roupas confortáveis para ficar nesse isolamento mais um, dois ou três meses. Pijamas, calças de moletom porque está começando o frio. Hoje me deu saudades de minha adolescência em Itajubá, talvez seja por causa do frio. Lembrei que vivíamos numa ditadura mas sem muita noção do que estava acontecendo, sem imprensa, era tudo ...