Mais uma sexta, 19 de junho
Hoje foi uma sexta como todas nessa quarentena. Todos os dias estão sendo iguais mas sempre com o coração na mão, o medo de assistir telejornais e ver os números. Não dar para acostumar com os dados sempre crescentes e não são só estatísticas, são vidas que se vão, são famílias que não estão podendo enterrar seus mortos. Não podemos nos acostumar a isso. Chegamos a 1 milhão de pessoas infectadas no Brasil e quase 50 mil mortes. Perco o sono, tento dormir mas não consigo porque no andar de cima tem conversas alegres, risadas. Em frente ao prédio parece que tem festa também, está tudo escuro mas tem carros na porta, Delivery de bebidas chegando, isso porque fui fechar a cortina do escritório e vi. Não consigo imaginar uma família passando por um luto ou ter um paciente internado e ao mesmo tempo pessoas comemorando por qualquer motivo, recebendo visitas. Achei que com essa pandemia as pessoas teriam consciência, uma cha...