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Mais uma sexta, 19 de junho

          Hoje foi uma sexta como todas nessa quarentena. Todos os dias estão sendo iguais mas sempre com o coração na mão, o medo de assistir telejornais e ver os números. Não dar para acostumar com os dados sempre crescentes e não são só estatísticas, são vidas que se vão, são famílias que não estão podendo enterrar seus mortos. Não podemos nos acostumar a isso. Chegamos a 1 milhão de pessoas infectadas no Brasil e quase 50 mil mortes. Perco o sono, tento dormir mas não consigo porque no andar de cima tem conversas alegres, risadas. Em frente ao prédio parece que tem festa também, está tudo escuro mas tem carros na porta, Delivery de bebidas chegando, isso porque fui fechar a cortina do escritório e vi. Não consigo imaginar uma família passando por um luto ou ter um paciente internado e ao mesmo tempo pessoas comemorando por qualquer motivo, recebendo visitas.           Achei que com essa pandemia as pessoas teriam consciência, uma cha...

Santo Antonio

Minha última postagem foi no dia 24 de maior, aniversário de Patos de Minas. Volto hoje, 13 de junho, dia de seu padroeiro. Tanta coisa aconteceu nesse intervalo de tempo. A Pandemia se agravou no País. Estamos com 42 mil mortes e quase 900 mil infectados. Em Patos principalmente o caos está tomando conta na área de saúde. Hospitais cheios, UTI do Regional lotada. Estamos à espera de um milagre. O povo não colabora, minimiza esse vírus e todos dia tempos ocorrência de festas, aglomerações, gente sem um pingo de responsabilidade. Podemos pagar caro por tudo isso.  Continuo dentro de casa, só saio em último caso e tentando fazer o que posso para evitar uma contaminação. Tentando produzir alguma coisa mas é difícil concentrar, com tudo isso acontecendo lá fora. estou terminando um quadro, com outros em mente para fazer. Estou também terminando de escrever o livro que a Flávia me deu. Já separei as fotos para colocar e esse semana termino. E vamos para mais uma semana, são tr...

24 de maio, aniversário da cidade.

Pela primeira vez desde que mudei para aqui, em 1974, não tem a comemoração do aniversário da cidade. Todos os anos tem desfile cívico e militar, um bolo que mede a idade da cidade, então seria 128 metros. Mas é a cidade que escolhi viver, trabalhar, e tive minha filhas. Posso dizer que sou feliz aqui.  Hoje não tem nada de festa, estamos todos em clima de isolamento social, tristeza, pelo menos é assim que deveríamos estar. Todos em casa. Mas não é assim que está acontecendo. Pelo movimento que vejo de carros tem muita gente na rua. Os casos de contaminados continuam subindo e o que ando lendo é desesperador. Hoje tentei ficar um pouco longe das notícias mas estava muito angustiada. Assisti missa do Padre Fábio de Melo, e as 15 horas teve a apresentação no Santuário de Aparecida. Foi lindo e mexeu comigo mas acho que estava fragilizada e eu que não consigo chorar me desabei. Foi bom porque me acalmei. Já são mais de setenta dias dentro de casa, tendo o maior cuidado mas mes...

Sábado, 23 de maio de 2020

Essa semana não está fácil. Ontem com a liberação do vídeo da reunião ministerial mostrou o que todos sabíamos, um presidente sem qualquer qualificação rodeado de ministros também incompetentes, que só querem puxar saco do chefe e em nenhum momento ninguém falou na pandemia, nas mortes de assolam o país. Já somos o segundo país no mundo em número de infectados e mortes e o presidente simplesmente querendo proteger os seus filhos, amigos, parentes e a si próprio. A morte está chegando próximo a todos nós. Uma sensação de impotência, porque mais que a gente fique em casa, tome todos os cuidados não estamos livres desse vírus Fico ouvindo as notícias, e quanto penso nas pessoas idosas, que tem alguma comodidade, penso no desespero que deve ser, com poucas chances de salvar. Ontem vi um índice desesperador, que quando chega a ser entubado as chances são mínimas, morrem sozinhas, sem despedidas, sem um funeral digno. Passa a ser somente mais um na estatística. Ontem pensei muito na Ste...

19 de maio de 2020

Hoje não foi um dia tranquilo. É complicado, no meio de uma pandemia, numa semana decisiva e o marido resolve viajar para assuntos que nem quero comentar, mas que não concordo e que já foi motivo de muitas discussões. Seja o que Deus quiser, agora ele está lá dormindo e eu aqui sem sono... Hoje foram mais de 1100 mortes pela Covid-19, meu Deus, que tristeza para essas famílias. Aonde vamos chegar com tudo isso. E a cada pessoa conhecida diagnosticada fica a dor, o medo de estar chegando muito perto mesmo que esses pacientes estejam a quilômetros de distância. Fico revoltada com o Rio de Janeiro que está esse caos há muitos anos, resultado de tanta corrupção e não estava preparada para tudo que está acontecendo agora. São Paulo por mais esforço que tenham as autoridades, prefeito e governador, o povo não ajuda, não faz a sua parte. Sinto tanto pelo Prefeito Bruno Covas, tão novo passando por tudo isso e ainda lutando por um câncer. Lembro de seu avô, Mario Covas, gostava tanto dele. Q...

Segunda feira, 18 de maio de 2020

Para esquecer o caos o melhor é ocupar o tempo. Hoje foi dia de faxina, daquelas grandes, com cuidado e sem pensar em nada. Depois fiz almoço e continuei a faxina na cozinha. Foi bom sentir o cansaço, dor no corpo e ser preciso tomar um dorflex.  Pensar na dor que as pessoas estão passando, perdendo seus parentes pela Covid-19. Doi o coração pensar nos pacientes, no sofrimento de morrer por falta de ar, é muito triste. Não sabemos quando tudo isso vai começar a passar...os números de mortes que chegaram a quase mil por dia abaixaram mas como confiar nesses dados?  Tem três dias que estou mexendo nos álbuns de fotografias que tenho. Queria separar algumas para colocar no livro que a Flávia me deu para preencher e aproveitei para dar uma organizada. Olhar fotos para mim é terapia, me dá saudades demais da Stefany, mamãe e a Ana, principalmente mas consigo sentir uma saudade boa, relembro do fato, consigo rir da ocasião como se estivesse vivendo tudo novamente. Quanta fo...

Sábado, mas não um qualquer

Porque hoje é sábado estou tomando uma taça de vinho para aliviar as tensões. Porque hoje é sábado acabei de assistir uma live de Zélia Duncan. Mas não é um sábado qualquer, o Brasil alcançou agora a marca de quarto lugar no mundo em mortes com o Covid-19. Tudo indica que chegaremos ao primeiro lugar, vontade de chorar, de xingar, de desejar o pior para esse presidente que está nos levando a esse buraco. Queria ter leveza, saber escrever coisa bonitas mas não consigo mais. Hoje estou com saudades do que fui, da família que tinha, nós quatro. Saudade da minha pititinha. Ontem vi tantas fotos dela, só fotos da menina feliz que foi. Sei que teve problemas, teve angustias, teve pânico mas nas fotos nunca demonstrou. Se achava feia mas adorava tirar uma foto e todas, todas eram lindas....Com todos os problemas éramos uma família tão feliz, e somos ainda. Ela na lembrança, a Flávia na distância que o momento nos obriga. Eu aqui no meu isolamento, mesmo com o Zé dentro de casa, fico sozinha....