Sábado, 23 de maio de 2020


Essa semana não está fácil. Ontem com a liberação do vídeo da reunião ministerial mostrou o que todos sabíamos, um presidente sem qualquer qualificação rodeado de ministros também incompetentes, que só querem puxar saco do chefe e em nenhum momento ninguém falou na pandemia, nas mortes de assolam o país. Já somos o segundo país no mundo em número de infectados e mortes e o presidente simplesmente querendo proteger os seus filhos, amigos, parentes e a si próprio. A morte está chegando próximo a todos nós. Uma sensação de impotência, porque mais que a gente fique em casa, tome todos os cuidados não estamos livres desse vírus
Fico ouvindo as notícias, e quanto penso nas pessoas idosas, que tem alguma comodidade, penso no desespero que deve ser, com poucas chances de salvar. Ontem vi um índice desesperador, que quando chega a ser entubado as chances são mínimas, morrem sozinhas, sem despedidas, sem um funeral digno. Passa a ser somente mais um na estatística. Ontem pensei muito na Stefany, quando foi diagnostica com a HAP e descobrimos que era uma doença sem cura, sem tratamento e progressiva e seis meses depois a médica me falou que clinicamente ela era uma paciente em estado terminal. Viveu mais seis meses. 
Agora se você leva um parente, amigo com a Covid-19 em estado grave, já pensa que está em estado terminal, e talvez nunca mais vai vê-lo. 
Ontem deitei muito estressada, dormi mal, tive pesadelos. Está difícil ter um equilíbrio nesses tempos. 
Fico sozinha a maior parte do dia, e quando o Zé chega, vai para a frente da TV. Estamos os dois sozinhos em casa, cada um para o seu lado. Ele ainda sai, vai na mãe dele, passa em algum lugar, me garante que não está indo na casa de ninguém mexer com passarinho mas eu não confio.
Tenho medo dele estar colocando a vida dele em risco e consequentemente a minha e a da família dele e tudo por causa de passarinhos que não aceito que fiquem presos em gaiolas. É uma briga eterna, já são mais de 40 anos.
Essa semana para amenizar um pouco o tédio, o medo, a angustia, resolvi mexer com minhas plantas. Já tinha começado, colocado terra em algumas, replantado,tirado mudas e ontem resolvi comprar algumas floridas para alegrar um pouco a casa. Coloquei violetas na janela, não é referência ao livro, já colocava antes de lê-lo, mas alegra minha janela da cozinha, dá mais alegria de ficar lá.
Termino meu sábado assim, esperando que meu domingo seja mais tranquilo, menos angústias.
OBS: Escrevo e não releio nem reviso....ninguém vai ler mesmo.



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