Mais uma sexta, 19 de junho

          Hoje foi uma sexta como todas nessa quarentena. Todos os dias estão sendo iguais mas sempre com o coração na mão, o medo de assistir telejornais e ver os números. Não dar para acostumar com os dados sempre crescentes e não são só estatísticas, são vidas que se vão, são famílias que não estão podendo enterrar seus mortos. Não podemos nos acostumar a isso. Chegamos a 1 milhão de pessoas infectadas no Brasil e quase 50 mil mortes. Perco o sono, tento dormir mas não consigo porque no andar de cima tem conversas alegres, risadas. Em frente ao prédio parece que tem festa também, está tudo escuro mas tem carros na porta, Delivery de bebidas chegando, isso porque fui fechar a cortina do escritório e vi. Não consigo imaginar uma família passando por um luto ou ter um paciente internado e ao mesmo tempo pessoas comemorando por qualquer motivo, recebendo visitas.
          Achei que com essa pandemia as pessoas teriam consciência, uma chance de saírem melhores mas a maioria não vai mudar nada, vai continuar no seu egoísmo.
          Hoje acabei de escrever o livro da Flávia. Queria ter feito melhor, tido melhores palavras para descrever o que sentia, o que foi minha vida mas todo esse momento atual ou mesmo tudo que aconteceu nesses últimos oito me deixou sem palavras, como se tivesse emburrecido.  Como lia muito, conseguia escrever melhor, hoje fico procurando palavras bonitas e não as encontro. Espero que ela goste. Foi o melhor que pude fazer porque a autora sugere que tudo seja espontâneo, sem rascunhos, sem nada elaborado. Falta só completar com as fotos que são muitas e o espaço é pouco. 
           Mais um dia de isolamento que se vai mas não temos noção de quantos faltam ainda. Tudo está complicando, as notícias são alarmantes então, respira fundo e aquieta o coração..................
          



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