24 de maio, aniversário da cidade.

Pela primeira vez desde que mudei para aqui, em 1974, não tem a comemoração do aniversário da cidade. Todos os anos tem desfile cívico e militar, um bolo que mede a idade da cidade, então seria 128 metros.
Mas é a cidade que escolhi viver, trabalhar, e tive minha filhas. Posso dizer que sou feliz aqui. 
Hoje não tem nada de festa, estamos todos em clima de isolamento social, tristeza, pelo menos é assim que deveríamos estar. Todos em casa. Mas não é assim que está acontecendo. Pelo movimento que vejo de carros tem muita gente na rua.
Os casos de contaminados continuam subindo e o que ando lendo é desesperador. Hoje tentei ficar um pouco longe das notícias mas estava muito angustiada. Assisti missa do Padre Fábio de Melo, e as 15 horas teve a apresentação no Santuário de Aparecida. Foi lindo e mexeu comigo mas acho que estava fragilizada e eu que não consigo chorar me desabei. Foi bom porque me acalmei. Já são mais de setenta dias dentro de casa, tendo o maior cuidado mas mesmo assim fica o medo de ser contaminada, de ver as pessoas sofrendo, medo de não poder despedir das que morrerem. 
É triste, muito triste. Não estaríamos passando por tudo isso se tivesse tido mais cuidado, mais planejamento e não um Presidente que até hoje minimiza a Pandemia, não governa e atrapalha.
Mas voltando a cidade, estaríamos em plena Fenamilho, e como era bom. Aproveitei muito, íamos em todos os eventos e depois que a Flávia e Stefany foram morar fora, era sinal de casa cheia, principalmente pela Stefany que sempre trazia amigos, colegas para passarem o final de semana.
São lembranças boas e só deixam esse legado quem marcou, foi especial como ela. 
Vamos ver como vai ser essa semana, que Deus nos proteja e cuide de nós. 


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